Monday, 9 April 2007

Queda na temperatura

"Liverpool"

Que me desculpem os adeptos do “ Eu Amo Frio”. Tá certo que o Inverno é charmoso, mais romântico e que as pessoas ficam até mais bonitas. Mais maquiadas, e os casacos dão sempre um “up” no visual. Mas isso tudo é lindo, por um fim-de-semana e nada mais. E principalmente no Brasil… O Festival de Inverno em Campos do Jordão cai sempre bem.

Agora vai passar frio durante quatro meses seguidos! Naquele põe e tira casaco. Porque nas ruas está frio, mas as casas e as lojas são uma verdadeira sauna. E depois a gente tira os casacos e não sabe aonde colocar, e nesse veste e “desveste” as luvas acabam sempre esquecidas. Isso sem falar na pele, que costuma ficar “cinza” de tão ressecada, e os cabelos então, com tanta água quente, é melhor nem comentar o resultado.

E pra completar ainda tem o estado de humor. Eu também não acreditava, mas agora tenho a certeza que o frio afeta e muito o nosso humor. Eu, por exemplo, é só sentir frio que fico logo mal disposta. Isso sem falar na dor nas costas, que me ataca de tal forma que fico me sentindo uma velha de 100 anos de idade. Depois com tanta roupa a gente nem consegue se mexer direito, e, até o simples fato de carregar a bolsa se torna uma tarefa árdua.

E porque é que eu estou falando disso em plena Primavera? (Hoje rolou até um churrasquinho!) Na semana passada fui pra Liverpool. É a cidade aonde os Beatles começaram, e faz um frio! Já não me lembrava de sentir tanto frio! Não dava nem vontade de andar nas ruas, o vento cortava. As minhas mãozinhas já estavam roxas e o nariz congelado. Toda a minha empolgação para a night de Liverpool acabou e às 20h já estava fazendo meia-noite no hotel.

Acho que vou ter mesmo que desistir da idéia de ser freira. Quem sabe assim eu arrumo um cobertor de orelha e da próxima vez sofro menos.

Sunday, 8 April 2007

Arte de verdade

""Bijoumyo" em Cambridge

Ser artista de rua na Inglaterra é coisa séria! Não, você não vai encontrar por aí nenhum menininho fazendo malabarismo no sinal. Daqueles em que as bolas ficam mais no chão, do que propriamente no ar, e que a gente acaba dando uns centavos porque acha engraçado aquela confusão toda que eles aprontam. Também não tem nenhum daqueles adolescentes “crisentos”, metidos a hyppie, cuspindo fogo nas praças das cidades, só pra chamar a atenção.

A coisa por essas bandas é mesmo profissional. Os corredores do metrô, são sem dúvida, o local preferido por essa trupe, para mostrar seu talento. Homem, mulher, velhos ou novos, têm de tudo um pouco. É só chegar, montar o “aparato” e mostrar a que veio. E pelo visto o “showzinho” deve render uma grana! Os ingleses são mesmo generosos. Não são raras as vezes em que depois de dar uma olhada para o depósito das doações, me vejo tentada a investir nessa carreira. Já pensei e repensei… mas não adianta! Tenho duas mãos esquerdas. Não sei fazer absolutamente nada! Nem dançar, nem cantar e muito menos tocar.

Sendo assim só me resta apreciar o talento alheio. Dia desses em uma esquina da cidade de Cambridge, deu pra conferir a apresentação da banda “Bijoumiyo”. Os caras são mesmo bons! Isso sem falar na disposição… de deixar Ivete Sangalo sem fôlego. Ali, debaixo de um sol lindo de primavera, a turma tocou e cantou por mais de cinco horas seguidas. E pelo visto agradaram. Não tinha quem não parasse para ouvir um pouquinho da música dos garotos.
Para ouvir o som da “Bijoumiyo” acesse www.myspace.com/bijoumiyo

Sunday, 1 April 2007

“Pindaíba”


Ser estudante não é nada fácil. Ainda mais em Londres, a sexta cidade mais cara do mundo.(Na primeira posição fica Tóquio; os japoneses, seus ienes e suas invenções high-tech.) Resumindo: não dá pra fazer lá muita coisa. A gente tá sempre vendendo o almoço pra comprar a janta. E mesmo assim lá se vai o nosso rico dinheirinho…

Já deu pra perceber que ir pra “Disco” no sábado a noite, nem pensar! Isso só de longe a longe e depois de economizar muuuitos trocados. Como quem não tem cão, caça com gato, a solução é arrumar outras alternativas para se entreter. Os seres humanos normais costumam juntar os amigos em casa. Os não tão normais vão para as ruas.Com pouco dinheiro no bolso, mas muita disposição: como a Mara (minha companheira de aventuras) e eu.

Pois sábado passado foi um desses dias. Saímos com destino a Oxford Street, um dos centros comerciais de Londres. Por lá se encontra de tudo: têm para todos os tipos, gostos, estilos e bolsos. Menos para os nossos, que andam mais vazios que sei lá o quê! A primeira parada foi na Selfridges, uma mega loja: são seis andares que reúnem as marcas mais hypadas do planeta, com o que há de melhor em moda, beleza, gastronomia e decoração. Como a grana é curta, só olhamos e ficamos querendo. Mais nada!

De volta as ruas, saímos em busca de uma coisinha mais “pop”. Adentramos a Top Shop, mas, mais uma vez nossas carteiras nos deixaram na mão. Solução: nos divertir. E ali estávamos. Duas mulheres que tiveram infância, sim, a dar altas gargalhadas. Sacamos a máquina digital e em meio a perucas, óculos e chapéus fizemos uma seção fotográfica. Eu não sabia se ria, se ajeitava a peruca ou se fotografava. A situação era tão crítica que a Mara teve que assumir a posição de fotógrafa.

Nos primeiros cliques, viramos a atração da loja. Além de tirar fotos, ríamos que nem duas malucas muito pouco discretas. Mas não pensem que fomos as únicas. Em poucos minutos ganhamos adeptos, e era flash pra tudo que era lado.

Missão cumprida! Hora de voltar pra casa.