
O dicionário define como; “espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possui-lo.” As pesquisas a apontam como a sétima palavra mais difícil no mundo para se traduzir. Mas parece tão simples! Quando a gente tá longe de casa, a “Saudade” passa a fazer parte do nosso vocabulário diário. Acredite, eu sinto saudade de tudo! Do Brasil, e, agora também de Portugal, das pessoas, dos lugares, da comida (daquele molho de gavião que só a Carminha sabe fazer. E os doces da Marla??? Não tem jeito! Eu já tentei copiar, mas nunca ficam iguais), e até das manias da minha mãe, que adora colocar chifre em cabeça de cavalo.
Semana passada recebi a notícia de que o pai de uma amiga tinha falecido. O cara era mesmo cinco estrelas! De origem humilde, mas muito cult. Passávamos horas a conversar. Se auto intitulava “Luisão Barra Pesada”, e tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Ao lembrar dele só tenho mesmo é vontade de rir!
Adorava Gian e Geovane, mas detestava o Zezé di Camargo. Colocou-lhe o apelido de “Galinho Garnizé”, só pra implicar com a Silvana. Era especialista na arte de transformar carne em carvão nos churrasquinhos de domingo. Isso sem falar no ocorrido do banheiro… e das ameixas! Via o DVD da Shanya Twain vezes sem fim, e quando ficava acordado de madrugada, assistia Band-Minas, só pra ver o meu nome passar na televisão, e no outro dia vir me contar todo orgulhoso. Fazia caminhada no Sucupira e levava a tropa toda atrás, nem a cadela podia faltar. Me chamava de “abelha tonta”. Mas mesmo assim eu gostava dele!
Tem pessoas que conseguem encarar a morte com naturalidade, mas eu ainda não faço parte dessa lista. Por quê alguns saem de cena no melhor da festa? Ainda bem que ficam as boas lembranças. E a saudade… muita saudade!!!

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